Projeto educativo: o documento que consagra a
orientação educativa da unidade orgânica,
elaborado e aprovado pelos seus órgãos de
administração e gestão para um horizonte de
três anos, no qual se explicitam os princípios, os
valores, as metas e as estratégias segundo os
quais a unidade orgânica se propõe cumprir a
sua função educativa.
Alínea j) do artigo 3º do Decreto Legislativo Regional n.º 13/2013/A de 30 de
agosto de 2013
PROJETO
EDUCATIVO
Índice
NOTA INTRODUTÓRIA ............................................................................................................................................................... 1
1. CARACTERIZAÇÃO DA ESCOLA ........................................................................................................................................... 2
1.1 Localização e Meio Envolvente ..................................................................................................................... 2
1.2 A Escola ....................................................................................................................................................... 4
1.2.1 População Escolar..................................................................................................................................... 5
1.2.2 Recursos Humanos ................................................................................................................................... 5
1.2.2.1. Organograma ......................................................................................................................................... 7
1.2.3 Recursos Materiais .................................................................................................................................... 8
2. DIAGNÓSTICO ESTRATÉGICO- ANÁLISE SWOT .................................................................................................................... 8
3. PRINCÍPIOS E VALORES QUE ORIENTAM O PROJETO ....................................................................................................... 13
3.1 Missão ....................................................................................................................................................... 13
3.2 Referências pedagógicas ........................................................................................................................... 13
4. OBJETIVOS/ PRIORIDADES E ESTRATÉGIAS DO PROJETO EDUCATIVO............................................................................ 14
4.1 Objetivos/Prioridades e Estratégias da Escola ........................................................................................... 14
5. AVALIAÇÃO DO PROJETO EDUCATIVO .............................................................................................................................. 22
DISPOSIÇÕES FINAIS .............................................................................................................................................................. 22
1
NOTA INTRODUTÓRIA
A Escola Profissional da Horta (EPH) foi criada em 1998, através da assinatura do Contrato
Programa a 2 de novembro entre a Secretaria Regional da Educação e Ciência e a Santa Casa da
Misericórdia da Horta.
Ao longo dos anos, a EPH revestiu-se de uma importância crescente como agente de
formação e de desenvolvimento local, preparando técnicos intermédios, capazes de intervir
significativamente em empresas e instituições do Concelho da Horta e da região.
No seguimento da legislação, o Projeto Educativo pretende ser o resultado de um trabalho
conjunto entre diversos agentes, internos e externos à Escola, de forma a construir um documento
que, para além de ser um instrumento ativador de reflexão e intervenção, funcione como ponto de
referência que simultaneamente define o que somos e o que pretendemos ser e permite a
autorregulação, no sentido de facultar uma constante avaliação ao longo do processo.
A EPH tem como objetivos formar técnicos qualificados preparados para responder às
necessidades de desenvolvimento, que sejam cidadãos ativos, conscientes e intervenientes.
É neste sentido que surge o Projeto Educativo da Escola Profissional da Horta, documento que
consagra a orientação educativa da Escola, elaborado e aprovado pelos seus órgãos, para um
horizonte de três anos, no qual se explicitam os princípios, os valores, as metas e as estratégias que a
Escola se propõe cumprir no desenvolvimento da sua ação formativa.
O Projeto da EPH está em construção, e aberto às opiniões/inovações que o venham
enriquecer e aperfeiçoar.
2
1. CARACTERIZAÇÃO DA ESCOLA
1.1 Localização e Meio Envolvente
A Escola Profissional da Horta situa-se na Rua Dr. Neves, freguesia da Matriz, concelho da
Horta, ilha do Faial (fig.1).
Fig. 1 Localização da Escola Profissional da Horta
a
A população escolar é composta maioritariamente por formandos faialenses, mas também por
alguns formandos das ilhas do Pico e S. Miguel.
Após a conclusão dos cursos de formação são pou cos formandos que prosseguem estudos,
geralmente, optam por entrar na vida ativa. É o mercado de trabalho do Faial que absorve grande
parte dos formandos diplomados pela Escola Profissional da Horta. Contudo, nota-se cada vez mais o
interesse por parte dos formandos em ingressarem no ensino superior. De notar que um número
crescente de formandos que procuram o ensino profissional logo após concluírem o terceiro ciclo com
o intuito de investirem numa área específica para ganhar mais e melhores competências para o ensino
universitário. O facto de a escolaridade obrigatória ter passado para os 12 anos escolares ou 18 anos
de idade, faz com que haja mais jovens a frequentar o ensino secundário e também uma procura
crescente de jovens pelo ensino profissional, cada vez mais novos. A dia de idades dos formandos
tem vindo a decrescer nos últimos anos, devido à obrigatoriedade legal em dar prioridade na seleção
aos candidatos que se encontram abrangidos pela escolaridade obrigatória.
Escola Profissional da Horta
Fonte: Mapa Turístico do Faial, Direção Regional de Turismo dos Açores
3
Nesta ilha, o setor primário possui grande importância económica, principalmente a
agropecuária, a área agrícola ocupa 28% da área total da ilha. O cultivo é praticado em pequenas
explorações, geralmente, em regime de monocultura. Na pecuária destaca-se a criação de gado
bovino e suíno. A atividade piscatória, nomeadamente a pesca do atum, é outro pilar importante. A
exploração florestal circunscreve-se a uma área que ocupa cerca de 14% da ilha.
Quanto ao setor secundário, o Faial possui indústrias alimentares de qualidade: lacticínios,
pescado, carnes e panificação, que necessitam de profissionais qualificados.
No setor terciário o turismo tem vindo a ganhar importância e poderá contribuir para revigorar o
tecido económico da ilha do Faial. O fluxo de turistas é gerado, fundamentalmente, pela passagem de
veleiros e cruzeiros, mas também por turistas nacionais, visitantes de outros países europeus e por
norte-americanos. Estes visitantes podem optar por hotéis, casas de turismo rural, residenciais e
alojamento local.
O comércio e os serviços possuem, também, um papel relevante assumindo-se como
importantes geradores de empregos e dinamismo.
É neste tecido económico que se movimentam os cerca de 14 867 habitantes da ilha, segundo
os dados estatísticos disponibilizados pelo INE em 2015. A ilha do Faial é a terceira ilha do
arquipélago mais populosa. Como se pode verificar na tabela, houve um ligeiro decréscimo no número
de habitantes na nossa ilha desde 2001.
Territórios
População residente
Anos
2015
Portugal
10.362.722
10.358.076
Região Autónoma dos Açores
241.966
246.060
Ilha de Santa Maria
5.577
5.651
Ilha de São Miguel
131.808
138.224
Ilha Terceira
55.877
56.254
Ilha da Graciosa
4.779
4.351
Ilha de São Jorge
9.655
8.613
Ilha do Pico
14.787
13.927
Ilha do Faial
15.065
14.867
Ilha das Flores
3.995
3.715
4
Territórios
População residente
Anos
2015
Ilha do Corvo
425
459
Fonte: Fontes/Entidades: INE, PORDATA
1.2 A Escola
A Escola Profissional da Horta é propriedade da Santa Casa da Misericórdia da Horta,
Instituição Particular de Solidariedade Social e Utilidade Pública.
A Escola foi criada a 2 de novembro de 1998, data da celebração do contrato-programa que
lhe conferiu existência legal, entre o Secretário Regional da Educação e Ciência e a Santa Casa da
Misericórdia da Horta. As suas atividades iniciaram-se num edifício da Rua Conde de Ávila, mas
devido ao aumento do mero de cursos e de formandos expandiu-se para outros edifícios na cidade
da Horta.
No dia 15 de setembro de 2006 foram inauguradas as atuais instalações da Escola Profissional
da Horta, no recuperado e ampliado Palacete de Sant’Ana na Rua Dr. Neves (figura 4).
Fig. 4 - Palacete de Sant`Ana
O Palacete de Sant’Ana foi mandado construir, em meados do séc. XIX, por Manuel Alves
Guerra, Barão e, posteriormente, Visconde de Sant’Ana. Durante o século XIX o Palacete de Sant’Ana
foi um dos mais importantes centros da vida sociocultural faialense, tendo recebido diversos eventos e
personalidades. No final desse século áureo ficou ao abandono, até ter sido adquirido, em 1901, pelo
médico dr. Neves, que o legou à Santa Casa da Misericórdia da Horta.
5
Foi neste imóvel marcante na vida cultural do Faial que se edificou a Escola Profissional da
Horta.
1.2.1 População Escolar
Constitui premissa da Escola a diversificação das áreas de formação de modo a responder às
necessidades de formação que se verificam quer a nível local quer regional, no que se refere ao
mercado de trabalho.
Por conseguinte, a escolha dos cursos resulta de um processo de consulta aos formadores,
formandos, pessoal o docente da Escola, encarregados de educação bem como a diversas
empresas e instituições, das quais se destacam: Agência para a Qualificação e Emprego da Horta,
Inspeção Regional do Trabalho, Câmara Municipal da Horta, Câmara do Comércio e Indústria da
Horta, Assembleia Legislativa Regional dos Açores, Escola Básica 2, 3 da Horta, Escola Secundária
Manuel Arriaga, Grupos Parlamentares, Divisão de Ação Social da Horta, Centro de Saúde da Horta,
Hospital da Horta EPER, Centro de Saúde da Horta e Comissão de Proteção de Crianças e Jovens.
Facto que se tem registado, com muito apreço por esta Escola, diz respeito à crescente
procura por parte de algumas entidades e empresas no sentido de solicitar formação em áreas nas
quais se verificam a carência de mão-de-obra qualificada.
A Escola Profissional da Horta desde a sua fundação ministrou um leque de cursos variado, de
forma a ir ao encontro das necessidades sentidas local e regionalmente.
Até ao final do ano formativo 2015/2016 registaram-se 232 formandos diplomados dos Cursos
Profissionais de Nível III e IV da União Europeia e 275 formandos diplomados dos Cursos de
Qualificação de Ativos em regime pós-laboral.
1.2.2 Recursos Humanos
No ano formativo 2016/2017 encontram-se ao serviço da escola 30 formadores, sendo 2 deles
formadores internos. Os formadores são selecionados pela Escola, após análise curricular, tendo em
conta os seguintes aspetos: os currículos existentes na Escola, produto de candidaturas espontâneas
6
e a Bolsa Regional de Formadores. Compete à Direção Regional de Educação e Ciência a aprovação
e autorização do corpo docente para cada ano formativo.
A Escola conta ainda com um diretor geral, um diretor pedagógico, um diretor financeiro, um
técnico superior (coordenador do Gabinete de Apoio à Formação e Inserção Profissional), um
psicólogo, coordenador do serviço de Psicologia, Apoio e Orientação), três técnicos, quatro
assistentes educativos e dois colaboradores de limpeza.
7
1.2.2.1. Organograma
8
1.2.3 Recursos Materiais
A Escola é constituída por 3 andares onde se localizam os serviços administrativos, sala de
exposições, auditório, biblioteca/mediateca, salas dos formadores, 7 salas de formação com
características não específicas e 5 salas de formação específicas (laboratório, sala de informática,
oficina de eletrónica, sala de desenho e ginásio).
A Escola dispõe de diversos equipamentos que coloca ao dispor dos formadores e formados que
o necessitem utilizar no decurso das sessões de formação, nomeadamente:
1 quadro multimédia;
Projetores multimédia;
Televisões;
Leitor de CD´s;
Leitor de DVD´s;
Vídeo gravador;
1 Câmara de Vídeo;
Retroprojetores;
Computadores com ligação à Internet
Impressoras;
2. DIAGNÓSTICO ESTRATÉGICO- Análise SWOT
Oportunidades
Ameaças
Análise
externa
um maior número de formandos
que procuram o Ensino Profissional em
alternativa ao ensino regular;
Os formandos que procuram a
Escola são cada vez mais jovens
Por imposição legal, a Escola tem
de dar prioridade na seleção dos formandos
a jovens que se encontrem dentro da
um número muito significativo de
jovens que, vivenciam problemáticas
pessoais e sociais e não são devidamente
acompanhados;
A instabilidade familiar e as baixas
expetativas relativamente à Escola, muitas
vezes decorrentes da falta de perceções em
termos de empregabilidade, afetam a
9
escolaridade obrigatória;
O ensino profissional tem vindo a
ganhar uma maior credibilidade junto dos
Encarregados de Educação
Em resultado de orientações
legislativas, os formandos dos Cursos
Profissionais de Nível IV passaram a
beneficiar de pelo menos 2 horas semanais
dedicadas ao apoio ao desenvolvimento
das suas Provas de Aptidão Profissional;
um crescendo de jovens que
procuram o programa Estagiar T, de forma
a ganharem experiência profissional e a
colmatarem algumas dificuldades de ordem
económica
uma preocupação por parte das
empresas e entidades locais em
desempenharem um papel ativo no
processo ensino-aprendizagem dos
formandos;
Os empregadores valorizam as
competências adquiridas no contexto da
formação profissional;
Na sequência de imposições legais,
foi aumentado o período de formação em
contexto de Trabalho;
As empresas recorrem à Escola no
intuito de aceitarem jovens recém formados
através do Estagiar T;
A Escola pode recorrer ao
motivação e o empenho dos jovens
Muitos formandos revelam lacunas a
nível das competências básicas em diversas
áreas do saber, o que dificulta o seu
processo ensino/ aprendizagem;
Muitos formandos apresentam falta de
hábitos e métodos de estudo;
Por imposição legal, a Escola tem de
dar prioridade na seleção dos formandos a
candidatos que se encontrem dentro da
escolaridade obrigatória, ficando alguns que
se encontram fora da escolaridade
obrigatória sem enquadramento em qualquer
um dos sistemas educativos.
Os formandos com menos de 23
anos que se inscrevem em cursos do
programa Reativar, não auferem das bolsas
de formação, sem que reúnam as condições
legalmente previstas.
As horas previstas para a lecionação
da disciplina de Português diferem do
número de horas estipuladas no ensino
regular para transmitir os mesmos
conteúdos.
10
Programa Estagiar T e ao Programa
Estagiar L.
Tem havido uma procura crescente
para a abertura de cursos no âmbito do
programa Reativar:
Os formandos procuram cada vez
mais um ensino do aprender fazendo,
estando mais aptos a aprender no contexto
de formação prática e na educação não
formal
Existem diversos projetos e
programas a que a Escola pode aderir e
proporcionar atividades extracurriculares,
entre elas, projeto Eco-Escolas, Educação
Empreendedora, Clube Europeu,
Parlamento dos Jovens;
Existem programas de
financiamento a que a Escola pode recorrer
para fomentar a participação em atividades
extracurriculares, nomeadamente Bento de
Góis e Erasmus+.
A Escola pode candidatar-se ao
selo EscolaSaudávelMente, concedido pela
Ordem dos Psicólogos, de forma a
incentivar e divulgar as boas práticas no
que respeita à promoção da saúde
psicológica e do sucesso educativo nas
escolas portuguesas.
O programa da disciplina de
Português foi modificado no ano formativo
11
2016-2017, para o aproximar do ensino
regular.
Pontos fortes
Pontos fracos
Análise
Interna
A Escola pretende envolver na
determinação da oferta formativa, agentes
de diversas áreas. Daí que o Conselho
Consultivo conta com a participação mais
ativa das empresas e entidades convidadas
para a seleção dos cursos a lecionar na
Escola;
A Escola tem investido na
diversificação da oferta formativa, com
intuito de incrementar a taxa de
empregabilidade dos formandos;
A Escola tem infraestruturas e
recursos humanos que possibilitam a
abertura de mais cursos em diversas áreas,
nomeadamente oficinas e laboratórios de
eletricidade e ciências.
Os formadores da componente da
formação técnica, tecnológica e prática têm
uma boa ligação ao tecido empresarial;
A maioria dos formadores da Escola
tem evidenciado capacidade de inovação e
espírito empreendedor no contexto da
elaboração do Plano Anual de Atividades
da Escola, adequando as mesmas ao perfil
de saída do curso e promovendo a
aquisição de competências com o
A Escola o apresenta uma oferta
formativa para cursos profissionalizantes ao
nível do 3º ciclo do ensino básico.
A Biblioteca da Escola não oferece
um serviço adequado às solicitações dos
formandos devido à carência de pessoal
qualificado.
A Escola não possui um espaço
adequado e funcional onde os formandos
possam estudar e ser acompanhados no seu
processo ensino/aprendizagem.
Persiste a dificuldade em envolver
formandos, formadores e colaboradores em
atividades que se realizam fora das horas de
formação e trabalho.
12
conhecimento da sua implementação real.
A Escola através do Gabinete de
Apoio à Formação e Inserção Profissional
possibilita a promoção junto dos formandos
do Programa Estagiar T;
A Escola tem larga experiência na
formação de ativos e integra ou tem
contactos privilegiados com formadores
qualificados e reconhecidos.
A Escola dispõe de um Serviço de
Psicologia, Apoio e Orientação que, se
encontra permanentemente disponível para
acompanhar os formandos, colaborando no
seu desenvolvimento social e emocional.
Este serviço também oferece a
oportunidade de avaliar a saúde psicológica
dos profissionais da Escola.
A Escola incentiva à participação
em atividades extracurriculares, de forma a
potenciar nos formandos o
desenvolvimento de competências
empreendedoras, sociais, emocionais, a
par da sua formação técnica.
A Escola está envolvida num projeto
co-financiado pelo programa Erasmus+
com vigência para o biénio formativo 2016-
2018.
A Escola valoriza e distingue o
mérito dos formandos.
13
3. PRINCÍPIOS E VALORES QUE ORIENTAM O PROJETO
3.1 Missão
A Escola Profissional da Horta pretende ser uma escola inclusiva e, por isso, procura fornecer
respostas de formação a todos o(a)s jovens e adulto(a)s. Promove também a formação de ativos, em
horário pós-laboral, assegurando a qualificação de profissionais.
Pretende-se que a formação seja integral, ou seja, que potencie um equilíbrio entre o saber, o
saber-fazer, e o saber-ser, propiciando uma visão interdisciplinar e integradora do saber. A Escola visa
influir positivamente na formação de cidadã(o)s livres, autónomo(a)s, responsáveis, tolerantes,
solidário(a)s, com espírito crítico, defensores dos princípios de vivência democrática, aceitando e
respeitando as diferenças de ideias e culturas. Ambiciona-se contribuir para formação do indivíduo em
todas as dimensões, ao nível da consciência moral, cívica, estética e ecológica na vida profissional e
pessoal, preparando-o para que futuramente esteja apto a lidar com mudanças constantes, sem perder
o seu rumo e sem perder valores.
3.2 Referências pedagógicas
Na perspetiva do desenvolvimento global do formando, são seguidas pela Escola Profissional da
Horta as seguintes referências pedagógicas:
a) promoção de uma sólida formação geral, científica e tecnológica, capaz de preparar os
formandos para o prosseguimento de estudos e/ou para a vida ativa e que lhe permita a
compreensão crítica das funções e tarefas inerentes ao exercício da profissão;
b) utilização de pedagogias diversificadas e ativas centradas no(a) formando(a),
promovendo o ensino por descoberta e a aquisição de aprendizagens significativas;
c) reforço da formação prática, numa perspetiva de qualidade do saber-fazer, instância
crucial no primeiro emprego;
d) promoção de contactos com o mundo de trabalho e experiência profissional, preparando
o(a)s formando(a)s para uma adequada inserção sócio-profissional;
e) promoção, conjuntamente com outros agentes e instituições locais, da concretização de
14
um projeto de formação de recursos humanos qualificados que responda às
necessidades do desenvolvimento integrado do país, particularmente nos âmbitos
regional e local;
f) contribuição para a formação integral do(a)s jovens, garantindo o seu desenvolvimento
psicossocial, cultural e cívico, através das mais variadas atividades de índole sócio-
cultural e desportiva;
g) formação para o respeito da dignidade da pessoa humana no reconhecimento da
originalidade irrepetível de cada individuo, o que pressupõe que as relações se
estabeleçam numa base de tolerância e de aceitação das diferenças.
A estratégia educativa global da Escola aponta para um sistema idealmente com uma grande
flexibilidade que permita, a cada um(a) do(a)s formando(a)s, progredir ao seu próprio ritmo, e de acordo
com as suas aspirações de promoção sócio-profissional e cultural, sem perder de vista as suas
características específicas.
4. OBJETIVOS/ PRIORIDADES E ESTRATÉGIAS DO PROJETO EDUCATIVO
4.1 Objetivos/Prioridades e Estratégias da Escola
Tendo em conta as necessidades e desafios que se colocam à Escola Profissional da Horta
estabelecem-se os objetivos centrais e estratégicos, as metas que se pretendem atingir, os indicadores
e meios de verificação, para os próximos três anos formativos:
Objetivo central: Consolidar o espírito de pertença à Escola
Objetivo estratégico
Meta
Indicador de avaliação
Meio de verificação
Criar um período
interdisciplinar
dedicado a
atividades
extracurriculares
Dinamizar projetos
e clubes de cariz
extracurricular
Envolver todos os
formandos.
Ocorrência de
iniciativas
Grau de satisfação
dos formandos
Folhas de registo
de assiduidade
Relatório dos
coordenadores dos
projetos e clubes
Realizar atividades
abertas a todos os
Envolver o maior
número de pessoas
Ocorrência de
iniciativas
Relatório Anual de
Atividades
15
elementos da
comunidade
escolar
na vida escolar
Qualificar os
recursos humanos
Aumentar a
frequência de
ações/ momentos
de formação para
formadore(a)s e
colaboradore(a)s.
Ocorrência da
ações de formação
Certificados de
ações de formação
Relatórios Anuais
de Atividades
Apoiar a
Associação de
Estudantes
Promover o espírito
de iniciativa e
empreendedorismo
do(a)s
formando(a)s.
Ocorrência de
iniciativas
Relatórios Anuais
de Atividades
Reforçar a
participação do(a)s
formando(a)s na
tomada de
decisões
Envolver todas as
turmas, realizando
pelo menos uma
vez por período,
uma reunião com
todo(a)s os
delegado(a)s;
Valorizar a sua
presença no
Conselho
Consultivo e no
Conselho
Pedagógico.
Assiduidade dos
formando(a)s
convocado(a)s para
as reuniões com os
delegado(a)s de
turma e reuniões
dos Conselhos
Consultivo e
Pedagógico.
Folha de presença
e atas das reuniões
com o(a)s
delegado(a)s de
turma;
Folha de presença
e atas dos
Conselhos
Consultivo e
Pedagógico
Objetivo central: Reforçar a imagem da Escola junto da comunidade e nos Açores
Objetivo estratégico
Meta
Indicador de avaliação
Meio de verificação
Divulgar as
atividades nos
meios de
comunicação locais
e regionais
Ver referenciadas
atividades da Escola
nos meios de
comunicação
semestralmente
Número de
referências de
atividades da
Escola nos meios
sociais
Arquivo dessas
ocorrências
16
Dinamizar a página
web da Escola
Atualizar
semanalmente o site
da Escola
Número de
referências,
destaques
introduzidos
semanalmente
Registo de
atualizações por
parte do
responsável da
página
Dinamizar e
promover a página
do facebook
Atualizar
semanalmente a
página de facebook
da Escola
Número de
pessoas
alcançadas por
cada novo
destaque
introduzido
Grau de satisfação
Estatísticas da
página de
facebook
Dinamizar o blogue
Ipsis Verbis
Atualizar
mensalmente o
blogue
Número de
pessoas
alcançadas por
cada novo
destaque
introduzido
Grau de satisfação
Estatísticas do
blogue
Objetivo central: Incrementar o aproveitamento do(a)s formando(a)s
Objetivo estratégico
Meta
Indicador de avaliação
Meio de verificação
Aumentar o
número de
formando(a)s que
terminam o curso
Cursos nível IV: 85%
Cursos reativar: 90%
Número de
formandos que
concluíram com
aproveitamento o
curso
Avaliações
modulares/ UFCD;
Certificados de
conclusão do
curso.
Reduzir o número
de exames
realizados nas
épocas especiais
de recuperação de
módulos/UFCD
Reduzir para 10%
do(a)s formando(a)s
que transitam para o
ano seguinte com
quatro módulos em
atraso
Número de
formando(a)s
inscrito(a)s para
exames realizados
em épocas
especiais de
Lista de
formando(a)s
inscrito(a)s para
exames da 2ª à 5ª
época de
recuperação de
17
recuperação de
módulos /UFCD
módulos/UFCD
Promover maior
envolvimento
do(a)s
formadore(a)s do
Conselho de
Turma
Aumentar a
assiduidade nas
reuniões de
Conselho de Turma
Número de
formadore(a)s que
participam nas
reuniões de
Conselho de Turma
Folhas de registo
de assiduidade
Atas das reuniões
Justificações de
faltas
Premiar o mérito e
a excelência
Incrementar o
número de
certificados de
mérito e de
excelência atribuídos
anualmente.
Número de
certificados
atribuídos
anualmente
Certificados de
mérito e
excelência;
Atas dos
Conselhos de
Turma e da
Direção Técnico-
Pedagógica
Objetivo central: Reduzir o abandono escolar
Objetivo estratégico
Meta
Indicador de avaliação
Meio de verificação
Aumentar o
número de
formando(a)s por
turma
Cursos nível IV: 25
formando(a)s
Cursos reativar: 23
formando(a)s
Número de
formando(a)s
selecionados
anualmente;
Número de novos
registos biográficos
que dão entrada na
Escola anualmente;
Número de
formando(a)s
inscritos em cada
turma.
Processo de
seleção do(a)s
formando(a)s;
Registos
biográficos;
Fichas de registo
de assiduidade.
Diminuir a falta de
assiduidade
Nenhum(a)
formando(a) fora da
escolaridade
obrigatória
Taxa de
absentismo por
turma;
Número de
Fichas de registo
de assiduidade;
Registo informático
de Mecanismos de
18
ultrapassar o limite
de faltas
injustificadas por ano
de formação,
evitando a sua
exclusão do curso;
Nenhum(a)
formando(a) dentro
da escolaridade
obrigatória
ultrapassar o limite
de faltas
injustificadas por ano
de formação;
Nenhum(a)
formando(a)
ultrapassar 10% do
limite de faltas
(justificadas e
injustificadas)
previsto para cada
módulo/UFCD,
reduzindo o número
de mecanismos de
recuperação.
Mecanismos de
Recuperação
recuperação.
Promover uma
maior interação
Escola-
Encarregado(a)s
de Educação
Envolver o(a)s
Encarregado(a)s de
Educação na
seleção dos cursos a
ministrar na Escola;
Reforçar a ligação
entre a Escola
(Orientadore(a)s
Educativo(a)s de
Turma) e o(a)s
Número de pais/
Encarregado(a)s de
Educação
presentes nas
Reuniões Gerais de
Pais
/Encarregado(a)s
de Educação e no
Conselho
Consultivo;
Folha de presença
e ata de reuniões
de Pais/
Encarregado(a)s
de Educação e do
Conselho
Consultivo;
Registo de
contactos
presenciais do(a)s
19
Encarregado(a)s de
Educação.
Número de
contactos dos
Orientadores de
Turma com o(a)s
Encarregado(a)s de
Educação.
Orientadore(a)s
Educativo(a)s de
Turma com
Encarregado(a)s
de Educação;
Ofícios remetidos
pelo(a)s
Orientadore(a)s de
Turma aos/ às
Encarregado(a)s
de Educação.
Promover uma
maior intervenção
do Serviço de
Psicologia e Apoio
e Orientação no
percurso do(a)s
formando(a)s
Aumentar a
motivação do(a)s
formando(a)s e
consequentemente
impulsionar a sua
assiduidade.
Número de ações e
acompanhamentos
a formando(a)s
realizados pelo
SPAO.
Relatório Anual do
SPAO
Premiar a
assiduidade
Incrementar o
número de
certificados de
assiduidade.
Número de
certificados de
Assiduidade
Certificados de
Assiduidade
Atas dos
Conselhos de
Turma e da
Direção Técnico-
Pedagógica
Objetivo central: Melhorar a inserção profissional do(a)s formando(a)s
Objetivo estratégico
Meta
Indicador de avaliação
Meio de verificação
Monitorizar de
forma mais eficaz
as Provas de
Aptidão
Profissional
100% do(a)s
formando(a)s
deverão apresentar
os seus projetos na
data prevista e
concluir o seu curso
Número de
formando(a)s que
concluem o curso a
31 de julho
Avaliações de PAP
Certificados de fim
de curso
Relatório GAFIP
20
a 31 de julho
Acompanhar a
Formação em
Contexto de
Trabalho
Conseguir que 90%
do(a)s formando(a)s
que realizem a
Formação em
Contexto de
Trabalho
desenvolvam os
objetivos propostos
Auto-avaliação
do(a)s
formando(a)s;
Avaliação do(a)s
coordenadore(a)s
Avaliação da
coordenadora do
GAFIP
Relatório do(a)
formando(a)
Relatório do(a)
Coordenador(a) de
Estágio
Relatório do GAFIP
Intensificar a
lecionação de
cursos de
formação e/ou
ações de
sensibilização
sobre
empreendedorismo
Todos os formandos
do 1º ano de
formação deverão
ter dentro da
disciplina de Área de
Integração, sessões
de formação
previstas no
programa Educação
Empreendedora- O
Caminho do
Sucesso
Ocorrência das
sessões
Registo de
sumários das
sessões de
formação de Área
de Integração;
Relatórios
Modulares da
disciplina
Aumentar o
número de
formando(a)s que
realizam estágios
profissionais após
terminarem o curso
50% do(a)s
formando(a)s que
terminarem cursos
de nível IV, realizem
um estágio no
âmbito do programa
Estagiar T.
Número de
formandos que
realizem um
estágio no âmbito
do Estagiar T
Inquéritos pós-
formação
realizados pelo
Gabinete de Apoio
à Formação e
Inserção
Profissional
Balanços anuais
de atividades
Incentivar a
realização de
estágios em
Portugal e no
Desenvolver ações
de sensibilização
junto de
formando(a)s do 3º
Ocorrência das
iniciativas
Planos Anuais de
Atividades
Relatórios anuais
de atividades
21
estrangeiro
ano para a
participação em
estágios
profissionais em
Portugal ou no
estrangeiro
Objetivo central: Promover a formação integral do(a) formando(a)
Objetivo estratégico
Meta
Indicador de avaliação
Meio de verificação
Proporcionar
formação cívica,
social e humana
que prepare os
jovens para uma
inserção bem
sucedida no
mercado de
trabalho
Proporcionar a pelo
menos 70% dos
formandos, a
participação em
eventos, workshops,
palestras, etc que
lhes desenvolvam
competências para
além da técnica
profissional.
Ocorrência das
ações
Relatórios de
atividades
Promover a
educação
ambiental
Proporcionar a pelo
menos 30% do(a)s
formando(a)s a
participação em
atividades de
educação ambiental,
realizadas mormente
pelo programa Eco-
Escolas.
Ocorrências das
iniciativas
Relatórios anuais de
atividades
Promover projetos
de âmbito
internacional
Abranger cerca de
30% do(a)s
formando(a)s em
atividades que
possam envolver o
contacto com outras
Número de projetos
Número de
formando(a)s
envolvido(a)s
Relatórios anuais de
atividades
22
culturas, incutindo-
lhes valores de
interculturalidade.
5. AVALIAÇÃO DO PROJETO EDUCATIVO
Avaliação do Projeto Educativo da Escola é anual. Será elaborado um relatório anual que incluirá
os resultados dos dados recolhidos junto da comunidade educativa. Entende-se por avaliação do Projeto
Educativo, a análise da consecução dos objetivos propostos, nomeadamente através:
da concretização do Plano Anual de Atividades;
do cumprimento do Regulamento Interno;
dos resultados obtidos a nível das metas/ finalidades e face a priorização definida para os
objetivos em causa.
Para além da avaliação anual do trabalho desenvolvido, proceder-setrienalmente à avaliação
do Projeto Educativo que permitirá fazer um balanço relativo à consecução das metas propostas e
orientará para as mudanças que o próximo Projeto Educativo apresentará.
DISPOSIÇÕES FINAIS
A vigência do projeto Educativo é de três anos, depois da sua aprovação pela Direção cnico-
Pedagógica.
O Projeto Pedagógico quer-se vivo e dinâmico, estando aberto a reformulações e revisões,
sempre que seja necessário.
Será divulgado a todos os agentes da comunidade escolar.